Eleitores com mais de 50 anos avaliam candidato pelo Google e WhatsApp

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Facebook, WhatsApp ou televisão? Por onde o morador da quebrada se informa para escolher o seu candidato nas eleições municipais de 2020?

Faltando cinco dias para o primeiro turno das eleições municipais na cidade de São Paulo, a Quebrada Tech conversou com moradores das periferias que têm mais de 50 anos para saber quais plataformas digitais eles usam para se informar e escolher seus candidatos.

Um desses moradores é Gilberto Pereira, 56, morador do Jardim Capela, zona sul de São Paulo. O eleitor diz que seu melhor instrumento para pesquisar sobre os candidatos que atenda seus interesses são os buscadores da web. “Hoje você só dá o nome no Google e ele te dá a ficha do camarada inteira. Ninguém mais é besta ou inocente, né? Então se você é candidato, eu vou lá no Google para digitar seu nome e vai cair toda sua ficha, das coisas que você já fez”, conta.

Quando perguntamos quais as prioridades de políticas públicas que Pereira espera para o seu bairro, ele fala sobre educação, por perceber poucos recursos nas escolas públicas da sua quebrada para seus netos e familiares. “Você percebe que pessoas da minha classe têm uma desvantagem monstruosa diante de um aluno que estudou em um colégio particular, entendeu? Então eu quero que tudo seja de igual para igual”.

Sem tempo para especular

O vizinho de Gilberto é Genésio da Silva, 51. Ele acompanha as campanhas eleitorais por diversos meios de comunicação, utilizando WhatsApp, redes sociais e televisão. “Eu assisto à campanha eleitoral na televisão. Quando eu não estou vendo na televisão, acompanho nas redes sociais“, diz.

Genésio da Silva acredita que com maior conscientização e participação política dos moradores poderá haver mudanças em sua quebrada. “Junto com a população, com a liderança comunitária que atua aqui, eu creio que a gente consegue fazer grandes mudanças no nosso território”.

Porém, por causa de sua rotina apertada, ele adotou o WhatsApp como sua melhor ferramenta de pesquisa. “Pelas redes sociais fica mais complicado, não tenho tanto tempo para ficar especulando”, diz.

“O WhatsApp já virou uma ferramenta de extrema necessidade. Aí você recebe uma mensagem pelo WhatsApp que tenha tudo sobre a procedência do candidato, se ele é ficha limpa”, acrescenta.

A facilidade de acesso à informação, segundo Genésio da Silva, facilita a pesquisa para poder decidir seu voto. “A verdade é que a gente precisa receber essas informações, essas propostas de governo, a gente precisa interagir para poder acompanhar de uma forma ou de outra”, afirma.



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